Conclusões da investigação

Conclusões da investigação "Estudo da viabilidade de redes sociais como prática colaborativa interna no Banco BPI",


Ver enquadramento do estudo em Objectivos

Os objectivos do estudo eram, inicialmente, averiguar o valor que resulta da adopção de práticas colaborativas no paradigma de redes sociais na organização alvo do estudo (departamento de IT de um banco adiante chamado DSI).
Numa fase adiantada da investigação afinámos o objectivo e concentrámo-nos na prática de Microblogging em ambiente de trabalho.
Para além da análise ao valor do Microblogging também incluímos nos objectivos a identificação dos factores de sucesso que condicionam a sua adopção.
Para discutir o valor da adopção de Microblogging foi feita uma análise de benefícios e riscos nas perspectivas de Colaboradores, da Organização e da Tecnologia. Os factores que condicionam a adopção de Microblogging são sugeridos por um modelo de avaliação da adopção de Microblogging que foi testado neste contexto de estudo.

VALOR:
Na perspectiva dos colaboradores, que mostraram uma apetência natural para este tipo de comunicação, a prática de Microblogging contribui para aproximar pessoas, reforçar ligações e aumentar a consciência do que se passa à volta.
Na perspectiva da organização, assumido como um canal de comunicação alternativo aos existentes, as características informais do Microblogging podem promover a colaboração melhorando a comunicação entre as equipas e, através da criação de fóruns temáticos, melhorando a partilha de conhecimento à volta de temas ou projectos.
Na perspectiva dos administradores da tecnologia, é urgente ser encontrada uma alternativa ao email, por natureza um canal formal, que está a ser sobreutilizado com mensagens de carácter informal. Nesta perspectiva o Microblogging é visto como uma via de reduzir email e este benefício tem impacto também no colaborador na gestão da sua mailbox.
Contudo o Microblogging contém riscos potenciais: invasão de privacidade na perspectiva dos colaboradores e, na perspectiva da organização, a fraca qualidade da informação/ruído e falhas de segurança ao nível comportamental e ao nível informático.

FACTORES:
As vantagens identificadas na análise de valor podem ser maximizadas, e os riscos reduzidos, se, na adopção de Microblogging, forem considerados alguns factores.
- A criação de normas e regras de utilização promovem a adopção e contribuem para a qualidade da informação e utilização em segurança;
- Condições de acesso aos canais de Microblogging fáceis e integradas com plataformas de informação existentes (por ex a intranet ou portal corporativo) promovem a sua adopção;
- A presença no canal de pessoas com elevada reputação promove a adopção e contribui para melhorar a qualidade da informação.

Como conclusão, a impressão global que fica do estudo é favorável à prática de Microblogging que pode ser geradora de valor tanto para os colaboradores como para a organização. A natureza informal da comunicação em Microblogging é vista como um factor favorável à sua adopção empresarial.
Uma das limitações deste estudo foi o facto do piloto experimental Yammer não ter sido adoptado oficialmente pelo banco. Como trabalho futuro podem ser estudados contextos de utilização de Microblogging mais alargados e com o envolvimento explícito da organização. Um tema que deve ser explorado é a criação de regras, normas e metodologias de utilização enquadradas em processos de trabalho.

11 Ways To Explain Social Business Benefits

What are the things that do matter?

• Making sure we get the most out of the resources we invest in by making them visible and available to all the people in our ecosystem that value them.
• Making customers feel that they're valued by giving them experiences--with our products, services, support, and billing--that are seamless and easy to use.
• Making employees feel like their contributions matter by caring enough to promote their ideas and connect them to resources.
• Building up the comfort level and knowledge of new connections so that they proactively want to get involved with our companies.
• Creating strong relationships by having ambassadors in more places than any one person could ever be

http://www.informationweek.com/thebrainyard/news/strategy/231902518/11-ways-to-explain-social-business-benefits?itc=edit_in_body_cross

SOCIAL MEDIA AND THE FUTURE OF BUSINESS

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Referência
Dossani, R., Mittal, S., 2011, SOCIAL MEDIA AND THE FUTURE OF BUSINESS, Stanford University/Wipro Technologies - SOCIAL MEDIA Insight, 2011-05-06, http://www.whitepapersdb.com/white-paper/13006/social-media-and-the-future-of-business

Sobre o assunto ...
Cisco, 2010, Putting Social Software to Work in Your Business: A Journey Toward Enterprise 2.0, http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/ps10680/ps10683/C11-604536-00_ESS_WP_v2b.pdf

Comunicação informal num processo de inovação

Na gestão de trabalhadores de conhecimento (Knowledge Workers - KW) os conceitos de gestão tradicionais já não são eficazes. O modelo tradicional de gestão hierarquizado com controlo top-down tende a ignorar a comunicação informal.

O valor dos KW está dentro de si, na sua inteligência e no conhecimento enraizado na sua experiência pessoal, ie, em conhecimento tácito, e a sua capacidade produtiva depende da sua capacidade de partilhar.
Acontece que o conhecimento tácito não pode ser gerido, em vez disso deverão ser criadas condições para que possa emergir.
Conhecimento tácito é um recurso dinâmico que é indispensável no processo de inovação. Nesse processo, se mais pessoas tiverem voz e se lhes forem dadas mais condições de autonomia, mais condições haverá para se formarem redes informais e mais condições haverá para que essas redes se desenvolvam e se gere inovação.
Para gerar inovação e o conhecimento tácito possa emergir as pessoas precisam de estar imersas num ambiente propício, flexível do ponto vista biofísico e social.
Sob as condições certas as componentes informais começarão a sobrepor-se cada vez mais aos elementos formais de uma organização e será esse o ponto em que acontece o trabalho produtivo e acontece inovação. Esta convergência não será atingida por uma negociação formal, será atingida por evolução.

A partilha contínua de ideias e de informação ocorre em processos de comunicação informal. Nestes processos, que não podem ser geridos, as actividades são baseadas em relações recíprocas onde as diferenças entre as pessoas são valorizadas e respeitadas as identidades individuais.
Se se pretende expandir as capacidades de inovação nas organizações precisamos prestar uma atenção especial à natureza humana. As pessoas não são máquinas, são entidades auto-organizadas a partir das suas moléculas de DNA até às suas interacções com o mundo externo e são seres eminentemente sociais.

Referências: Charles Ehin (2009), "Innovation Dynamics and organisational structures"

Resistência ao web 2.0 por empresas tradicionais

Três motivos que justificam a resistência das empresas à adesão a tecnologias de participação social:

- Fluxo de ideias
Numa organização tradicional o fluxo de informação é unidireccional, controlado pela gestão.
No mundo web 2.0 as ideias fluem livremente.

- Estrutura de poder
Numa organização tradicional a estrutura de poder é vertical e top/down, hierarquizada.
No mundo web 2.0 a estrutura de poder é horizontal. As pessoas com as melhores ideias podem influenciar o trabalho e motivar comunidades.

- Incentivos de colaboradores
Uma organização tradicional promove um ambiente de competição entre colaboradores. Os únicos mecanismos de motivação existentes baseiam-se no Poder e Controlo.
Tecnologia web 2.0 incentiva os colaboradores a colaborarem em vez de competirem. O reconhecimento imediato é o que motiva as pessoas numa cultura web 2.0.

Referências:
IT Strategy Blog: Why Traditional Organizations fail to leverage Web 2.0 technologies

Sociability Model




The Sociability Of Social Media (2007, Collaborative Thinking Blog)
Comentário:
As três dimensões Awareness, Connectedness e Engagement são consensuais na literatura científica. A novidade neste modelo é a presença da dimensão Solidarity.
O nível comum que corresponde a empresas em moldes tradicionais é (respectivamente nas 4 dimensões): ambient, pathways, functional, cooperative.
Tenho a intuição que Redes Sociais contribuem para subir um nível em pelo menos duas dimensões: awareness e connectedness.

The impact of corporate culture on enterprise social media

IBM case study

Um Cenário Funcional

Cenário funcional simples em três ecrans
PDF

- Página Inicial: canais de mensagens por grupos/temas/etiquetas


- Página de Assunto: ex projecto


 - Página Pessoal

Redes Sociais em contexto empresarial, o caso do Banco Standard Chartered

Aplicações de redes sociais adoptadas em contexto empresarial, e em particular no sector da banca, podem oferecer novas oportunidades para partilha e retenção de conhecimento e não apenas para marketing ou recrutamento.
Um caso recente de adopção de uma rede social na banca para uso interno é o de um banco internacional, o Standard Chartered (SC), distribuído por mais de 70 países principalmente na Ásia, África e Médio Oriente, com mais de 75000 colaboradores.

Neste caso o banco sentiu necessidade de interligar pessoas dispersas geograficamente mas de áreas similares ou em projectos comuns dentro da organização. O objectivo foi centralizar o conhecimento e a experiência dos empregados num único local de forma segura evitando o recurso ao email.
O que estava a ser observado era que os colaboradores estavam a recorrer a ferramentas públicas de redes sociais para partilhar informação de trabalho entre equipas do banco. Esta partilha com recurso a uma plataforma pública levanta problemas de segurança que a administração do SC quis resolver.
“Why should we build a better wheel if someone has already invented it?” afirma John Meakin, responsável pela área de segurança de informação do SC.
A solução adoptada pelo banco SC desde o início de 2008 chama-se Workbook, da empresa WorkLight, e é uma ferramenta baseada no Facebook alojada nos servidores do banco para uso interno ultrapassando assim o problema de segurança.
Pretende-se com esta solução desenvolver comunidades de interesses comuns.
Projectos em curso ou assuntos genéricos podem ter uma homepage que centraliza informação relacionada, com grupos de discussão em várias sub áreas, e associa toda uma rede de pessoas envolvidas no projecto. Também as pessoas podem ter uma homepage com o seu perfil e ligações para assuntos e projectos em que estão envolvidos.
Pessoas e assuntos formam assim uma rede de associações que permitem aumentar a produtividade, a colaboração, a partilha e a localização de pessoas com conhecimentos específicos.
Complementarmente à solução adoptada no interior da rede do banco, o SC também tem uma presença pública no Facebook que pode aqui servir para ilustrar uma Homepage de um assunto particular: http://www.facebook.com/group.php?gid=88713440224

Conclusão
Redes Sociais podem ser úteis em contexto empresarial para que as pessoas se localizem umas às outras, comuniquem, colaborem e mantenham redes de contactos à volta de assuntos comuns e sobre eles fique armazenada informação.

Referências:
The web (2.0) we weave, Banking Technology, 2008-12-12
WorkBook™ Case Study, Worklight, 2009
Social networking stands to benefit businesses, CIO, 2008-08-11

Metodologia de Investigação

"Estudo da viabilidade de introdução de redes sociais no BPI"

As Questões de Investigação que orientam o estudo e constituem o seu ponto de partida são:
1. A adopção de práticas colaborativas segundo o paradigma de redes sociais pode criar valor para o BPI?
2. Quais os factores de sucesso na adopção pelo BPI de práticas colaborativas segundo o paradigma de redes sociais?

O palco do estudo será a Direcção de Sistemas de Informação (DSI), uma divisão orgânica do Banco BPI com cerca de 480 colaboradores.

Depois de uma revisão de bibliografia académica (ver em links), onde se pretende obter um panorama científico actual sobre a utilização de redes sociais em contexto empresarial, focar-se-á o estudo no Banco BPI onde será conduzida uma investigação de natureza Qualitativa e Quantitativa.

Uma fase de entrevistas exploratórias permitirá conceber a problemática de investigação. As entrevistas serão conduzidas em 3 conjuntos de pessoas. De acordo com as conclusões obtidas na revisão bibliográfica, há 3 perspectivas que importa observar numa organização: de executivos (orientados a resultados de negócio), de quem gere a tecnologia IT e de colaboradores.

Partindo do conjunto de funcionalidades típicas de uma rede social (identificadas na revisão bibliográfica) e juntando os contributos obtidos nas entrevistas exploratórias, será desenhado um cenário funcional para uma rede social interna.

Seguir-se-á um inquérito a realizar na DSI para testar as conclusões obtidas na fase exploratória e o cenário funcional desenhado. Está ainda em aberto a forma como o inquérito será conduzido. Em princípio serão usados múltiplos canais para assegurar participação e variedade nas respostas.

Requisitos e preocupações das empresas

Consideram-se os requisitos das empresas em três perspectivas: de executivos (CXO's), dos colaboradores e da tecnologia de IT.
- Executivos têm objectivos de negócio que afectam directamente a forma como a infraestrutura de IT é gerida. São exemplo "redução de custos", "aumentar a flexibilidade de negócio" e "assegurar a continuidade de negócio".
CXO's preocupam-se com segurança e risco. Vêm os dados da empresa como recursos de valor que não querem ver partilhados com o mundo.
- Na outra extremidade (relativamente a segurança) está a perspectiva dos Colaboradores, os empregados da empresa, que pretendem acesso, de uma forma fácil, a um conjunto completo de instrumentos que lhes permitam realizar o seu trabalho mais eficazmente. As camadas mais jovens, a "Geração Y", cresceram com a Internet e estão familiarizados com tecnologias de Redes Sociais. Para estas pessoas o uso destas tecnologias em ambiente profissional seria apelativo.

- A tecnologia IT suporta aqueles requisitos em conflito. Uma abordagem comum nas empresas é tornar a infraestrutura IT, incluindo as aplicações, bastante estática e controlada. Isto ajuda a reduzir custos (o objectivo mais fácil de medir) mas pode limitar a flexibilidade e restringir as ferramentas disponíveis aos utilizadores. Constata-se que grande parte da tecnologia IT está subutilizada na maior parte do tempo.

O objectivo de continuidade de negócio exige a manutenção de aplicações "legacy" que tipicamente não se adaptam facilmente a novas e mais eficazes abordagens de gestão. Enquanto novas tecnologias emergem, as empresas, mais conservadoras do que os consumidores, requerem um percurso mais lento na adopção de novas tecnologias.

Referências
Curry R, Kiddle C et al (HP Labs), 2008, Facebook Meets the Virtualized Enterprise,Proceedings EDOC 2008: 12TH IEEE Intrl Enterprise Distributed Object Computing

Introdução e Objectivos Específicos

Este blog, editado por Álvaro Jorge Albuquerque, é um dos instrumentos de suporte a um processo de investigação no âmbito de uma Dissertação de Mestrado em Ciência da Informação (FEUP), com o tema "Estudo da viabilidade de introdução de redes sociais no BPI".

Constituem objectivos específicos do estudo os seguintes.
Averiguar os factores no meio empresarial, e em particular no BPI, que podem condicionar a aplicação de redes sociais no ambiente organizacional, tecnológico e cultural.

Identificar vantagens potenciais da aplicação de redes sociais nas empresas e em particular no BPI.

Propor um cenário funcional de utilização de redes sociais no BPI.

Social Community Strategy





Defining a social community business strategy
The top 10 questions that will lead to your strategy
What is the purpose of the community?
What is the socioeconomic profile of community and members?
What are the main benefits to participate in the community?
What is a perceived disadvantage not participating in the community?
What kind of contribution is expected from its members?
What are benefits and motive for community initiator/owner/driver?
What is the geographic spread of the community?
What is the ideal size of the community including possible sub communities?
What is the ultimate goal of the community?
What is the communities business model?

Uma colecção de slides...






(Atribui-se a Thomas Vander Wal a expressão Folksonomy)




Modelo de partilha de conhecimento baseado numa cultura organizacional


Culture Based Knowledge Sharing Model (Lodhi,2005)
O modelo considera que a única fonte de conhecimento numa organização são as pessoas que nela trabalham. Documentos, bases de dados, software, etc., não são uma verdadeira fonte de conhecimento, apenas representam Activos de Conhecimento. Gera-se conhecimento quando as pessoas interagem com estes Activos.

A verdadeira criação de valor advém das capacidades cognitivas das pessoas na organização.

Actores que influenciam o fluxo de conhecimento numa organização:
•Canais de Comunicação
•Pessoas em atitude individual
•Pessoas em atitude de Grupo
•Políticas Organizacionais





Referências
Lodhi, Suleman Aziz (2005) CULTURE BASED KNOWLEDGE SHARING MODEL. PhD thesis, National College of Buisness Administration & Economics, Lahore

Impacto da Web 2.0 em empresas sob três perspectivas: Tecnológica, Humana e de Negócio

Segundo a Gartner (2005) a Web 2.0, através da descentralização da inovação, cataliza mudanças rápidas orientadas ao utilizador/consumidor que irão acelerar quotas de mercado para empresas que a exploram. Na análise da Gartner, o potencial impacto da Web 2.0 em empresas é decomposto em três perspectivas: Tecnológica, Humana e de Negócio.
Na perspectiva Tecnológica a principal observação da Gartner é a tendência de alteração de paradigma relativamente ao desenvolvimento, distribuição e execução de aplicações. Arquitecturas Service Oriented (SOA) tendem a impor-se num modelo descentralizado e extensível. A Gartner acredita que a implementação desse modelo, será cada vez mais baseado em Arquitecturas Web tanto na Internet como em sistemas pessoais e corporativos. Relativamente à perspectiva Humana, a análise da Gartner identifica uma tendência fundamental na forma como as pessoas usam a tecnologia interagindo umas com as outras e com o negócio. A comunidade Web constitui uma abordagem participativa na qual os utilizadores actuam não apenas como simples consumidores de serviços e conteúdos mas também como criadores de conteúdos e aplicações. As comunidades Web constituir-se-ão pelo uso colaborativo de modelos de autor como Wikis, Blogs e Podcasts bem como de modelos de redes sociais. Á medida que o número de participantes cresce, e a diversidade de tipos de modelos participativos aumenta, o “Poder” tendencialmente passa para os utilizadores/consumidores forçando o negócio a analisar e orientar-se a pessoas influenciadoras de comunidades.
Por último, na perspectiva de Negócio, a análise da Gartner identifica uma alteração à forma como os processos de negócio criam valor. Esta alteração está na forma como as múltiplas partes envolvidas no negócio interagem, incluindo parceiros externos e consumidores, aumentando o valor de conteúdos e serviços recorrendo a novas formas inovadoras e únicas em cada mercado. Baseia-se num mercado aberto e extensível permitindo intervenção em colaboração de externalidades ao negócio. A análise ainda revela que se passaram a empregar novos modelos de licenseamento, novos paradigmas económicos de publicidade, utilização e subscrição, e ainda novos modelos de partilha de ganhos. Novos modelos permitirão sucesso a novos competidores que desafiarão empresas bem estabelecidas a adaptarem-se para sobreviver. Em conclusão, segundo a Gartner (2005), a Web 2.0 representa um desvio fundamental em direcção a modelos mais abertos, flexíveis e participativos de criação de conteúdos, sistemas e negócios. A sua aplicação pode reduzir custos, aumentar a adaptabilidade e criar novas oportunidades de negócio. Uma abordagem bem sucedida aos novos paradigmas impostos pela Web 2.0 requer uma avaliação estruturada do seu impacto nas Pessoas, Processos de Negócio e Tecnologia.

O relatório “Hype Cycle for Emerging Technologies, 2006” da Gartner, que mede a maturidade, impacto e adopção de tecnologias e áreas tecnológicas, colocava em 2006 o conceito Web 2.0 num lugar destacado na zona “Peak of Inflated Expectations” (Gartner, 2006), numa zona de máximo de popularidade e expectativas.


Três anos depois, em 2009, a posição do conceito Web 2.0 já estava a recuperar da zona de desapontamento e prestes a impor-se na curva ascendente de aceitação.



Referências
- Gartner, 2005. Findings From the ‘Emerging Trends and Technologies’ Research Meeting: Structuring the Web 2.0 Discussion, 2 Dec 2005
- Gartner, 2006. Hype Cycle for Emerging Technologies, Jul 2006
- Gartner, 2009. Hype Cycle for Emerging Technologies, Jul 2009

Grandes ideias na base da web 2.0

Anderson (2007), num relatório da JISC Technology & Standards Watch, defende que será mais fácil para os decisores nas Organizações entender e agir sobre as implicações estratégicas da ‘Web 2.0’, se na sua discussão for separada a questão das Tecnologias Web, das aplicações e serviços (Social Software), e tentando entender as grandes ideias na manifestação e adopção daqueles serviços.
As grandes ideias que Paul Anderson identifica, e que segundo ele permitem compreender a essência da Web 2.0, em síntese são algo mais do que ideias sobre a construção de um espaço global de informação; têm mais a ver com uma perspectiva por um ângulo social. Colaboração, Contribuição e Comunidade estão na ordem do dia e há um certo sentido no qual alguns pensam que se está a criar uma nova “fábrica social” diante dos nossos olhos.
Segundo Anderson, as grandes ideias na base da Web 2.0 são:
- Produção Individual e Conteúdos gerados pelo Utilizador
- Aproveitamento do potencial da multidão
- Dados a uma escala épica
- Arquitectura de Participação
- Efeitos de Rede
- Abertura

Referências
- Anderson, P. 2007, What is Web 2.0? Ideas, technologies and implications for education, JISC Technology & Standards Watch (Feb 2007)

Pessoa do ano - 2006: "You"

No fim de 2006, a revista Time elege como Pessoa do Ano “You”. Na capa da revista sob o título ao Prémio vinha a imagem de um PC com um espelho no lugar do monitor, reflectindo não só o rosto do leitor mas também a ideia geral de que 2006 foi o ano da Web. Uma nova versão da Web, melhorada e baseada no utilizador: Web2.0 (Grossman, 2006). Haverá um fundamento real para esta hipérbole? Será apenas um indicador de uma nova revolução tecnológica ou será antes uma forma de revolução social? E que impacto pode esta revolução ter nas Empresas?


Referências
Grossman, Lev 2006. Time’s Person of the Year: ‘You’, Time Magazine Website (Posted 12 Dec 2006)

Background

A internet tem vindo a evoluir num sentido social assistindo-se a uma crescente participação dos utilizadores em aplicações e serviços web de carácter social. Esta tendência tem sido associada ao termo “web2.0” que se refere a um estágio de evolução da internet.
Nas empresas o nível de adopção de serviços e práticas “web 2.0” não tem acompanhado o mesmo ritmo da internet. O ambiente nas empresas, nos planos de negócio, tecnológico e cultural, tem características próprias que exigem uma abordagem estruturada e cuidada na adopção de princípios web 2.0.
As redes sociais suportadas por aplicações web 2.0 públicas são um fenómeno de popularidade crescente na internet.
Pretende-se com este trabalho explorar as condições para a adopção de redes sociais em ambiente empresarial.
O interesse em redes sociais está alinhado com a valorização das pessoas enquanto fonte de conhecimento numa organização.